Estamos vivendo atualmente o que chamamos de despertar feminino.

Muitas mulheres têm buscado a compreensão de seu ciclo menstrual, entendendo como as mulheres lidavam com isso antigamente. A ideia é recuperar um conhecimento ancestral, trazendo seu lado natural/orgânico e reconhecendo o sagrado feminino.

Atualmente, estamos unindo todo esse conhecimento a nossa disposição: a ciência e a compreensão biológica e hormonal a métodos ancestrais. Assim, juntamos em nós o profano e o sagrado.

Entender o ciclo feminino faz parte do processo de cura para não se ter dor nem sofrer com algo que faz parte da nossa natureza e não deveria nos agredir. O que está sendo resgatado é a importância de se respeitar. A consciência e a compreensão permitem que novas ações e posturas sejam tomadas e as disfunções tendem a diminuir.

Nesse contexto, vemos muito a expressão “menstruação feminina” sendo usada de maneira equivocada. A conotação negativa dada à menstruação nas últimas décadas faz com que a palavra seja sinônimo de “pessoa descompensada”. Perceba o nível que chegamos de incompreensão e de urgência de reelaboração do que está acontecendo conosco.

Tanto a TPM quanto a endometriose são doenças modernas. Elas não existiam com essa frequência na época de nossas avós. Por isso, hoje há muita busca por o que significa TPM feminina. São mulheres que querem deixar de sofrer a cada três semanas com disfunções e alterações de humor drásticas. Isso porque essas alterações impedem o bom convívio com as pessoas, tanto na família quanto no trabalho.

Mas o que todas essas informações têm em comum? Com a auto-observação do ciclo menstrual, começamos a ter consciência do calendário lunar e como ele afeta nossa vida pessoal. Infelizmente, o calendário lunar apenas é seguido em caso de gravidez. Mas a Lua é por si só o grande símbolo feminino.

A busca pelo essencial feminino não é apenas uma busca de gênero. Tanto a energia feminina quanto a energia masculina habitam todos os seres humanos. Cada uma delas traz o seu potencial funcional e disfuncional (quando em desequilíbrio). Por exemplo, homens que exercem seu lado feminino de uma maneira saudável contribuem para uma sociedade mais amorosa, acolhedora e criativa.

O que vemos é que muitas mulheres deste nosso século 21 buscam sua essência feminina, porque estão vivendo em um mundo muito masculinizado. Ou seja, elas atuam imitando comportamentos masculinos (por exemplo, a competição). Ou imitam no vestuário, usando calças, ternos e pastas de trabalho. Elas colocam para fora toda sua energia masculina desequilibrada. Isso mostra o quanto estão perdidas e desconectadas de sua própria essência. Enfim, o movimento de retorno ao sagrado feminino traz um novo olhar sobre o tema.

Essa reconexão com a essência feminina se faz urgente para que possamos entender qual é o nosso papel enquanto mulheres nesta vida e neste mundo. Por isso, muitas têm buscado ajuda e suporte de grupo de mulheres. Esses encontros com mulheres podem ser uma simples reunião de amigas em um chá da tarde, que já traz enorme poder de reconexão. Alguns exemplos são os diversos círculos sagrados que estão se formando, seja para estudos dos arquétipos ou das deusas (sejam elas deusas indianas, gregas, egípcias, entre outras).

Por fim, aos poucos esses movimentos vão se constituindo em uma sororidade, cujo significado é um encontro de mulheres com os mesmos ideais e propósito. Além de ter uma relação afeto ou amizade semelhante a que existe entre irmãs. E este mundo, com este novo feminino, tende a se harmonizar, pois somente mulheres com saúde e bem-estar conseguem ser mulheres bem resolvidas e amorosas em nossa sociedade.

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Tais Caldas

Sou Tais Caldas, idealizadora e facilitadora do Programa Círculo Feminino. Desenvolver grupos de mulheres interessadas em autoconhecimento, resgate de autoestima e redescoberta do prazer na vida. Possuo Capacitação em Saúde e Educação Sexual pela ABRASEX – Associação Brasileira dos Profissionais de Saúde, Educação e Terapia Sexual. Além disso, crio arte em aquarela e sou uma amante da aromaterapia, sendo esses meus hobbys. Formada em Relações Internacionais pela PUC-SP e pós-graduada pela Unesp. Atualmente estou em minha segunda graduação, em Psicologia.

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