Mulheres na política: representatividade e novas lideranças para o país

Antes lutamos para poder votar, e hoje pedidos para sermos votadas.

Por GiGi Wolf

As eleições 2018 no Brasil estão se aproximando e sempre surge aquela questão: em quem eu vou votar? Diante das questões sociais, administrativas, culturais e políticas atuais, metade de nós busca um/uma líder que possa transformar o cenário atual e nos representar. Mas o medo em não achar a referência também nos assusta. Então, pensamos: vou votar nesse ou naquele? Entretanto, algumas vezes, a opção nem se encaixa nas ideias e questões que temos.

Nós, mulheres, somos mais da metade da população do Brasil. Porém, nosso Congresso é masculino – e se ele fosse uma pessoa, seria um homem branco de meia idade”, de acordo com as pesquisas apresentadas pelo coletivo suprapartidário Vote Nelas. Isso é um assunto um tanto complicado, não acham? A ideia é criarmos, em conjunto com os homens, um espaço com representatividade e liderança feminina na política também. Mas, o que isso significa? Ampliarmos nossos direitos, sermos ouvidas, levantarmos nossas pautas e colocarmos a nossa forma de fazer política. Se você parar e perceber, vai notar que estamos fazendo isso quando conseguimos difundir os nossos conhecimentos nas redes sociais, nos sites e na imprensa. Estamos traçando a nossa informação quando falamos: conhecimento de mulher para mulher. Percebe?

Segundo pesquisa da Escola de Pós-Graduação em Economia da Faculdade Getúlio Vargas – EPGE-FGV, divulgada em 2017, 48% das mulheres foram dispensadas após licença maternidade. Um caso, complexo. Abordando mercado de trabalho, as mulheres ganham cerca de 27% menos que os homens no Brasil, segundo a Organização das Nações Unidas – ONU. E as taxas de desemprego são maiores entre mulheres e pessoas negras, segundo dados do final de 2017. E a violência? Temos um fato que o Brasil é o 7° país mais violento para mulheres segundo relatório da OMS, dentre 83 países.

O Brasil é o 7° país mais violento para mulheres segundo relatório da OMS, dentre 83 países.

Por isso, o Círculo Feminino Tais Caldas convidou duas mulheres que são candidatas pela primeira vez ao cargo de Deputada Federal (Duda Alcantara – da REDE e Aline Torres – do PSDB) para termos uma conversa instrutiva e para nos ajudarem a entender esses cenários e quais possibilidades temos para nosso futuro. Juntas realmente somos mais fortes!

Confira a Live feita com cada uma delas no Círculo Feminino e as entrevistas publicadas aqui em nosso blog!

Até mais!

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Tais Caldas

Sou Tais Caldas, idealizadora e facilitadora do Programa Círculo Feminino. Desenvolver grupos de mulheres interessadas em autoconhecimento, resgate de autoestima e redescoberta do prazer na vida. Possuo Capacitação em Saúde e Educação Sexual pela ABRASEX – Associação Brasileira dos Profissionais de Saúde, Educação e Terapia Sexual. Além disso, crio arte em aquarela e sou uma amante da aromaterapia, sendo esses meus hobbys. Formada em Relações Internacionais pela PUC-SP e pós-graduada pela Unesp. Atualmente estou em minha segunda graduação, em Psicologia.

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