Síndrome da impostora #soquenão

Olá, mulher linda!

 

Você já ouviu falar sobre isso? Se ainda não, mas se sente insegura ou que não é boa o suficiente para algo, fica aqui comigo porque é muito importante que você saiba mais sobre esta síndrome, ela pode até explicar um pouco mais sobre uma possível baixa autoestima…  Agora, se você já sabe do que se trata e que sofre dela, este vídeo vai te ajudar muito, pois saber o que fazer quando a síndrome da impostora bater na sua porta vai te empoderar. Como diz a frase: ‘somente com ações diferentes teremos um novo final’.

Geralmente, ela está ligada à área profissional de nossa vida. A síndrome da impostora faz com que muitas mulheres não se candidatem a determinadas vagas de emprego ou não peçam promoção porque elas não têm segurança nelas mesmas. Elas não acreditam em si e não se sentem prontas.

Basicamente, ela é definida por uma sensação de incompetência, em que a pessoa não acha que o próprio talento causou seu sucesso e, pior, acredita que chegou lá por acaso, sorte e que em breve serão desmascaradas. Quando eu descobri esta síndrome, nossa, isso fez um completo sentido pra mim! Isso explicou muito dos meus medos e receios em muitas situações da vida. Entendi muitos dos meus pensamentos, simplesmente por não me acreditar capaz, por não confiar no meu taco, por não acreditar que eu podia, por não confiar em meu potencial e em meus talentos.

 

Bom, para você ter uma ideia como eu aprendi isso… Eu lembro que, quando eu comecei a facilitar os encontros de mulheres lá em 2017, essa questão sempre aparecia, por vezes com alguma mulher sofrendo mais disso do que outras. E aos poucos fui pesquisando cada vez mais o assunto para auxiliar as participantes dos meus grupos.

Foi quando eu descobri que eu também sofria disso! Sim, quando as primeiras empresas começaram a me convidar para palestrar em eventos especiais para suas colaboradoras, eu pensava “nossa, será que dou conta? Não me sinto preparada o suficiente”.

Mas não! Eu descobri que sou apenas mais uma vítima da Síndrome da Impostora. Foi quando nas minhas investigações sobre o tema, soube que muitas mulheres poderosas e bem-sucedidas passaram por esse tipo de autopercepção. E aqui vão alguns exemplos:

Jennifer Lopez – cantora e atriz – disse a seguinte frase: “Apesar de ter vendido 70 milhões de discos, sinto que não sou boa nisso.” Só que ela é uma das mulheres mais famosas do mundo: dança, canta, atua, desfila. Bom, se até ela enfrentou momentos na carreira em que duvidou de si… quem sou eu? Ahh e outra, ela disse que no início da carreira, ela deixou que esse tipo de pensamento a influenciasse muito, o que fez com que ela se sentisse muito mal. Então, atenção!

Kate Winslet – atriz do filme Titanic e de outros grandes sucessos de Hollywood – disse “Eu acordava de manhã, antes de ir para uma gravação e pensava ‘não posso fazer isso. Eu sou uma fraude”.

Emma Watson – atriz e uma das grandes estrelas da série de filmes Harry Potter – declarou em uma entrevista o seguinte: “Parece que quanto melhor eu me saio, maior é o meu sentimento de inadequação, porque penso que em algum momento, alguém vai descobrir que eu sou uma fraude e que eu não mereço nada do que conquistei”.

Maya Angelou – uma das maiores poetas e referências dos direitos civis dos Estados Unidos –  mesmo após ter escrito onze livros, conquistado três Grammys, recebido a indicação a um Tony Award e um prêmio Pulitzer ainda achava que podiam “desmascará-la”.

Sheryl Sandberg – Diretora do Facebook, que já trabalhou em cargos importantes no Banco Mundial, Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e no Google e apareceu no ranking da revista Forbes como a mulher mais poderosa do mundo – escreveu em seu livro “Faça Acontecer” o seguinte:

“Toda vez que me pediam para responder algo na sala de aula, eu tinha certeza que iria envergonhar a mim mesma. Sempre que fazia uma prova, eu estava certa que havia ido mal. E, toda vez que não me envergonhava ou até me saía bem, eu acreditava que tinha enganado todo mundo”.

“Ainda há dias em que acordo com a sensação de ser uma fraude; não estou certa de que deva estar onde estou.”. Aliás, ela fala sobre isso em um TED talk. Procure você na internet. Para ela, as mulheres estão sempre subestimando suas habilidades, porque atribuem seu sucesso a fatores externos, e esse é um dos comportamentos que contribui, por exemplo, para a maior parte dos cargos de liderança em uma empresa serem preenchidos por homens.

 

Para você saber, o conceito “Síndrome da Impostora” foi apresentado em 1978 por duas psicólogas americanas Pauline Clance e Suzanne Imes. Não é uma coincidência elas serem mulheres, mostra um pouco do reflexo de como nós, do gênero feminino, costumamos encarar nosso próprio sucesso. Pois é… É exatamente sobre isso que vou falar com você agora.

Preste bem atenção… a síndrome da impostora pode afetar qualquer pessoa, porém afeta MUITO MAIS as mulheres, por elas se exigirem a perfeição e por terem uma régua muito alta para se medir. Esta síndrome faz parte do comportamento feminino de não se sentir suficientemente preparada ou de não se sentir merecedora. Agora você deve estar se perguntando: “Mas por que isso acontece?”.

Culturalmente, na família, garotos são educados para ousar e correr riscos, enquanto as meninas são incentivadas a brincar de casinha, e a buscar apenas o que é seguro.

Já em nós e, eu tb me incluo aqui, há o “machismo estrutural” presente em nossas mentes, ao nos sentir menos do que os homens. O que pode sim ser explicado por vivermos há mais de seis mil anos de patriarcado impondo o silêncio e a submissão da mulher além de trata-la como um ser inferior, o que influencia, mesmo que de maneira inconsciente, a forma como nós mulheres nos vemos e afeta o nosso “permitir-se”.

Sheryl Sandberg do Facebook defende que o problema também está centrado na posição das próprias mulheres. “Nós nos retraímos em coisas grandes e pequenas, por falta de autoconfiança, por não levantarmos nossas mãos, e por recuarmos quando deveríamos avançar”, defende a executiva. “Nós internalizamos as mensagens negativas que recebemos durante todas as nossas vidas…

Nós baixamos as próprias expectativas do que podemos alcançar. Continuamos fazendo a maior parte do serviço doméstico e do atendimento aos filhos.  Esta síndrome é a síndrome da falta de confiança em si e da eterna busca pela perfeição para daí sim, darmos o passo seguinte. Mas esse é um mito enraizado e uma crença limitante que diz que as mulheres precisam estar 100% preparadas para dar uma palestra, para dar sua visão em uma discussão, para se posicionar na equipe, ou para participar de um processo seletivo. Ter essa postura consigo é alimentar uma ilusão, é praticar o autoboicote e, em última instancia, representa a falta de amor próprio.

Pensei muito sobre tudo isso e separei 28 dicas que me ajudaram para você lidar com essa sensação da melhor forma possível. Tenho certeza que alguma delas cairá como uma luva para você.

Mas antes de entrarmos na parte mais importante, eu quero dar um recado. Você conhece o meu instagram? Vai lá no @circulofeminino e começa a me seguir, tem muitas dicas de muitos assuntos sobre autoconhecimento para mulheres. Tenho certeza que você vai adorar!

 

E se você está gostando, deixe aqui seu comentário e compartilhe com todas as pessoas que precisam saber dessas informações. Agora, voltando… Eu percebo que há um ciclo vicioso: a baixo autoestima reforça a síndrome da impostora e esta reforça a baixa autoestima. Como romper?

 

DICAS:

  1. SIM, é preciso se forçar a encarar um desafio, vá com a cara e a coragem, ou vá com medo mesmo, o que não pode é ficar parada.
  2. Partindo do princípio de que tudo pode melhorar, saiba que o melhor está por vir, seja uma otimista incorrigível
  3. preste muito atenção às histórias que você mesma se conta, você alimenta suas crenças limitantes.
  4. Busque o autoconhecimento. Só sabendo quem você é de verdade, quais são suas qualidades, talentos, dons e habilidades para combater a vozinha interna que é afiada e sabe te colocar para baixo em dois segundos. E para isso seja uma buscadora de si por meio de terapia, coaching, meditações, retiros e livros. Tudo isso vai te dar a estrutura necessária para você decifrar seus pontos fortes e melhorar a confiança em si.
  5. habitue-se a não ter compromisso com o erro, quando perceber que uma ideia sua sobre si não faz nenhum sentido, mude sua opinião na hora.
  6. Se bater a insegurança, pesquise para avaliar se é falta de conhecimento ou seu autoboicote gritando na sua cabeça. E, claro, nada melhor do que trocar ideias sobre sua insegurança com sua rede de apoio!
  7. Tenha uma rede de apoio para acessar, sim uma rede de amigas que te impulsionam, que acreditam no seu potencial, que te empurram pra frente e te dão todo suporte e acolhimento para que você voe cada dia mais alto. Afaste as invejosas.
  8. não se deixe ser influenciada por críticas negativas, só pegue pra si as críticas de pessoas que querem o seu sucesso e que possuem uma abordagem amorosa e construtiva, pois falhas todas temos.
  9. Desmistifique a perfeição, veja com qual régua está se medindo… é aquela da sua mãe super exigente? É a de uma sociedade machista que diz que vc nunca está boa o suficiente? É a da vizinha?
  10. Não deixe que as opiniões dos outros influenciem o seu modo de como você se vê.
  11. Não se compare aos outros, só se compare a você mesma para se melhorar em relação a quem você foi ontem.
  12. Se afaste de relações tóxicas ou abusivas! Sabe aquele companheiro ou companheira que diz “você só chegou onde chegou por minha causa”, sim, se afaste dele.
  13. Faça um mural do afeto, um local onde você pregue, fixe ou pendure todos os depoimentos positivos sobre você que vc recebeu algum dia da vida, seja pelo resultado de seu trabalho, seja na vida pessoal por ser quem vc é. Escreva também no mural todas as suas conquistas, das menores e mais bobas até as maiores e mais sérias.
  14. Entenda o seu medo, se é um medo do fracasso ou um medo do sucesso.
  15. Busque ferramentas/exercícios comportamentais, a terapia cognitivo-comportamental pode te ajudar muito, há exercícios na internet, mas recomendo procurar um psicólogo/a especializada nessa área para te dar todo suporte necessário.
  16. Conheça seus verdadeiros limites e estude para lidar com eles e descobrir quais são de fato suas potencialidades.
  17. Peça para as pessoas que te amam e te conhecem muito para escrever (sim, em um papel ou pelo email ou zap mesmo) da maneira mais honesta possível, sem medo de te ofender, quais são suas 10 principais qualidades e seus 10 principais defeitos. Receba as respostas de coração aberto. Não crie discussões, não pergunte a razão de nada, apenas aceite, agradeça e bola pra frente. Avalie o que tem ali e melhore o que quiser.
  18. Quando receber um elogio, diga “Eu agradeço!” e mentalize a frase que a Mônica do seriado Friends sempre diz (“I know” // Eu sei!), nunca dica “imagine… são seus olhos… você está exagerando…”
  19. Faça o seu corpo trabalhar para você. Sua mente afeta o teu corpo, mas teu corpo também tem o poder de mudar a sua mente. Use este instrumento. Mude a sua postura corporal para uma postura de vencedora toda vez que não se sentir boa o suficiente. Uma mudança no olhar, nos ombros, no peito, na altura da cabeça que mostre altivez já está comprovado que gera uma mudança no cérebro, reorganizando as emoções. E isso não sou eu que estou dizendo, é a psicóloga social Amy Cuddy que apresentou um TED que já tem mais de 57 milhões de visualizações. Ela defende que “fazer poses de poder”, ficar numa postura confiante, mesmo quando não nos sentimos assim, pode estimular sentimentos de confiança e impactam as chances de sucesso.
  20. Tem um ditado em inglês que diz “fake it until you make it” – finja até se convencer que é mesmo. Vista o chapéu da mulher bem-sucedida, coloque a máscara da poderosa super confiante e arrase no que precisa fazer. O ato de parecer ser contribui para que vc realmente seja.
  21. Não desista antes de tentar. Se sentir insegura é um sinal de que você saiu da sua zona de conforto, o que é muito positivo por estar em um ambiente novo que trará novos aprendizados.
  22. Busque seu fortalecimento pessoal: de sua alma, de suas emoções, de seus pensamentos e sim, também do seu corpo, porque tudo influencia, faço um desafio aqui: fortaleça os músculos do seu corpo e me conte a sensação que isso gera… eu percebo que surge um poder interno nas pessoas… beneficia sua saúde, aumenta sua autoestima e muda a percepção que você tem de si!
  23. Conecte-se com sua divindade, isso reforça a sua força!
  24. Saiba de uma vez por todas: ninguém é perfeito. Essa é a grande premissa da humanidade. Vc só faz parte de uma multidão de gente cheia de defeitos. Ser perfeita é impossível, porque sempre temos algo a melhorar. E apesar de nunca estarmos totalmente prontas para algo, que isso não nos impeça de dar o próximo passo, e o próximo e o próximo.
  25. Democratize as responsabilidades. Ao longo de seu livro, Sheryl Sandberg cita dados e pesquisas que mostram que as mulheres no mercado de trabalho gastam, em média, duas vezes mais tempo cuidando da casa e dos filhos do que os homens. Então aprenda que homem não ajuda, homem participa.
  26. Aprenda, ser perfeccionista é um erro, nunca diga que isso é uma qualidade! Porque você nunca estará satisfeita… você só vai perder energia e tempo de vida, porque o feito é sempre melhor do que o perfeito, porque querer o perfeito é uma justificativa para postergar, adiar, não fazer no tempo correto, e em última instância é ser egoísta, por não compartilhar sua sabedoria e o que você tem para dar para o mundo, por guardar isso só com você.

Isso gera peso, sobrecarga e frustração. A postergação também pode levar a uma “preguiça fazedora”, ou seja, você faz mil outras coisas em vez de fazer o que precisa. Aí você faz o que precisa na última hora e não fica tão bom quanto poderia ser. E esse é o momento em que o seu perfeccionismo leva ao seu boicote e te sabota, nada mais é do que o medo do sucesso.

Como você vai explicar o sucesso depois se você tem a certeza de que não tem talento suficiente, não é mesmo?! Assim fica mais simples de se viver, só não sair da zona de conforto e viver na própria sombra.

Agora presta bem atenção:

Já existem muitos obstáculos a serem vencidos pelas mulheres, vivemos até hoje tantos preconceitos e discriminação, não crie mais para você! Basicamente, as mulheres são incapazes de internalizar os seus feitos na vida, independente das experiências de sucesso em diferentes instâncias durante sua trajetória. É o que eu chamo de “efeito Dory”, aquela peixinha azul amiga do Nemo que esquece tudo.

Parece que nesse caso alguém deveria lembrar você constantemente de todas as suas conquistas. Eu elegi um amigo pra isso, peço para de tempos em tempos ele me relembrar e vira-mexe eu recebo mensagens dele que me surpreende, acreditam!

Pois é… Devemos todas entender que alguns comportamentos funcionam como mecanismo de defesa para enfrentar o  combo ou o pacote: baixa autoestima + ansiedade + insegurança + perfeccionismo. Esses são os entraves pessoais que todas nós mulheres colocam para o seu desenvolvimento. Então eu te digo: se você achar que não tem as competências necessárias para x, y, ou z, seja bem-vinda a bordo!

Atravesse essa ponte da autocrítica excessiva e perceba como é comum nós nos diminuirmos mesmo tendo muitas qualificações, juntas vamos nos fortalecendo, ancoradas no fato de que sim, somos merecedoras do melhor que está por vir. Por isso, não esqueça, incentive mulheres ao seu redor a irem além, a disputarem vagas, a colocarem sua voz no mundo, a darem palestras. Porque lidar com a Síndrome da Impostora faz parte do processo de empoderamento das mulheres em todas as áreas de suas vidas.

Então, como dia a Anita: “Prepara, que agora é a hora do show das poderosas Que descem, rebolam Afrontam as fogosas Só as que incomodam Expulsam as invejosas Que ficam de cara quando toca Prepara Se não tá mais à vontade, sai por onde entrei Quando começo a dançar, eu te enlouqueço, eu sei meu exército é pesado, e a gente tem poder Ameaça coisas do tipo: Você! Vai! Solta o som, que é pra me ver dançando Até você vai ficar babando

 

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Tais Caldas

Sou Tais Caldas, idealizadora e facilitadora do Programa Círculo Feminino. Desenvolver grupos de mulheres interessadas em autoconhecimento, resgate de autoestima e redescoberta do prazer na vida. Possuo Capacitação em Saúde e Educação Sexual pela ABRASEX – Associação Brasileira dos Profissionais de Saúde, Educação e Terapia Sexual. Além disso, crio arte em aquarela e sou uma amante da aromaterapia, sendo esses meus hobbys. Formada em Relações Internacionais pela PUC-SP e pós-graduada pela Unesp. Atualmente estou em minha segunda graduação, em Psicologia.

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